Embora exista uma grande variedade de guindastes em uso, estas podem ser divididas em dois grupos principais: os guindastes de ponta e os de lança. Ambos, porém, utilizam numerosos acessórios para os trabalhos de suspensão. Para operar com materiais a granel, de pequeno porte, mais soltos e em grande quantidade (tais como minérios ou grãos), os guindastes são equipados com uma garra (ou concha) composta de duas mandíbulas articuladas.
O funcionamento de um guindaste depende de uma relação matemática entre a força utilizável no gabo de aço, o ângulo em que se encontra o material a ser erguido e o contrapeso. A capacidade da máquina, depende sempre desta relação matemática.
Os guindastes de lança são quase sempre autônomos, destinados à utilização ao ar livre. A lança oferece grande mobilidade para realizar as operações, pois tanto pode ser erguida ou baixada quanto girar.

Em quase todos os modelos de guindaste, a maior parte da ação de levantamento de carga é executada por cabos de aço que se enrolam em um tambor.
Quando o solo é plano e firme, os guindastes de lança movimentam-se usualmente sobre pneumáticos.

Em solos instáveis ou irregulares, porém, costumam apoiar-se sobre esteiras.
O problema do equilíbrio torna-se crítico nos modelos de torre, muito empregados na construção civil. Sua torre serve de suporte para um braço horizontal que se prolonga em direções opostas e em comprimentos distintos. A extremidade mais curta do braço possui um contrapeso; na outra, o mecanismo de suspensão movimenta-se sobre um trole. A capacidade de carga aumenta à medida que o trole trabalha mais próximo da torre central.
Serviços portuários de carga e descarga de navios utilizam diferentes equipamentos, destinados a trabalhos específicos. Contudo, um dos guindastes de emprego mais generalizado em docas é o que possui a lança conectada com um braço articulado, ou seja, grua.
Outro tipo de guindaste comum nos portos é o de garra, especialmente projetado para a carga e descarga de material a granel. Sua lança assemelha-se a uma meia ponte que se projeta para fora do cais, permitindo que os navios atraquem sob do trole que conduz o mecanismo de suspensão da garra.